{"id":630,"date":"2023-03-03T21:06:53","date_gmt":"2023-03-04T00:06:53","guid":{"rendered":"https:\/\/entreagora.com.br\/teste\/?p=630"},"modified":"2023-03-03T21:06:53","modified_gmt":"2023-03-04T00:06:53","slug":"como-deverao-ser-tributadas-as-farmacias-de-manipulcao-pelo-simples-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/reduzatributos.com.br\/?p=630","title":{"rendered":"COMO DEVER\u00c3O SER TRIBUTADAS AS FARM\u00c1CIAS DE MANIPUL\u00c7\u00c3O PELO SIMPLES NACIONAL?"},"content":{"rendered":"\n<p>O Simples Nacional \u00e9 um regime tribut\u00e1rio diferenciado, simplificado e favorecido previsto na Lei Complementar n\u00ba 123\/06 e regulamentado pela Resolu\u00e7\u00e3o CGSN n\u00ba 140\/18.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O valor devido mensalmente pelas empresas optantes pelo Simples Nacional ser\u00e1 determinado mediante aplica\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas efetivas, conforme expliquei no artigo \u201c<strong>Como deve ser a apura\u00e7\u00e3o do Simples Nacional\u201d<\/strong> aplicada sobre a base de c\u00e1lculo que abordei no artigo \u201c<strong>Qual \u00e9 a Base de C\u00e1lculo para fins de Incid\u00eancia do Simples Nacional?\u201d.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No presente artigo ser\u00e1 demonstrado aos empres\u00e1rios que exercem a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\/com\u00e9rcio de farm\u00e1cia de manipula\u00e7\u00e3o, como dever\u00e1 ser a tributa\u00e7\u00e3o das receitas de decorrentes de vendas de produtos manipulados, a partir de 08 de agosto de 2.014.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Complementar n\u00ba 147, publicada no dia 08 de agosto de 2014, alterou, de forma significativa, a tributa\u00e7\u00e3o do Simples Nacional para farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, a partir de 08 de agosto de 2014, deveriam segregar as suas receitas para oferecimento \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo Simples Nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Complementar n\u00ba 123\/2006, que regulamenta o Simples Nacional, estabelecia, antes da altera\u00e7\u00e3o promovida pela Lei Complementar n\u00ba 147\/14, que as receitas das farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, optantes pelo regime do Simples Nacional, deveriam ser tributadas na forma do Anexo I, ou seja, com venda de mercadorias (com\u00e9rcio).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os Entes Municipais, insatisfeitos com esta determina\u00e7\u00e3o, questionavam o n\u00e3o recolhimento do imposto sobre servi\u00e7os (&#8220;ISS&#8221;) pelas farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, visto que, segundo entendimento deles, as atividades inerentes \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas estariam enquadradas como servi\u00e7os farmac\u00eauticos e, portanto, sujeitas ao ISS, nos moldes do artigo 1\u00ba da LC n\u00ba 116\/2003 (Lei do ISS) c\/c o item 4.07 da lista de servi\u00e7os anexa desta lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil, diante destes questionamentos, por meio do Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo n\u00ba 7\/2006, esclareceu que as atividades das farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o n\u00e3o configuram presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e sim comercializa\u00e7\u00e3o de produtos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma linha, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Disit 02 n\u00ba 17\/2013 reiterou que a atividade de farm\u00e1cia de manipula\u00e7\u00e3o se amolda \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo Anexo I da LC n\u00ba 123\/2006, uma vez que:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&#8220;as atividades desse segmento econ\u00f4mico envolvem, muitas vezes, n\u00e3o s\u00f3 a manipula\u00e7\u00e3o de medicamentos com base em receitu\u00e1rio trazido ao estabelecimento pelo cliente, que recebe, ao final, o produto espec\u00edfico por ele solicitado, mas tamb\u00e9m a venda de medicamentos em moldes semelhantes \u00e0s drogarias (com\u00e9rcio de produtos pr\u00e9-fabricados)&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, neste mesmo sentido, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 93\/2014 da Coordena\u00e7\u00e3o Geral de Tributa\u00e7\u00e3o da Receita Federal do Brasil concluiu que as receitas das farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o (CNAE 4771-7\/02) deveriam ser tributadas integralmente na forma do Anexo I da LC n\u00ba 123\/2006.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, com a publica\u00e7\u00e3o da LC n\u00ba 147\/2014, o artigo 18, \u00a7 4\u00ba, inciso VII, al\u00edneas &#8220;a&#8221; e &#8220;b&#8221;, da Lei Complementar n\u00ba 123\/2006, passou a prever que as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o dever\u00e3o segregar as suas receitas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>art. 18&nbsp; (&#8230;)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a74\u00ba (&#8230;)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VII\u202f-\u202fcomercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais produzidos por manipula\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>a)\u202fsob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial, que ser\u00e3o tributadas na forma do Anexo III desta Lei Complementar;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>b)\u202fnos demais casos, quando ser\u00e3o tributadas na forma do Anexo I desta Lei Complementar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em complemento, a Resolu\u00e7\u00e3o CGSN n\u00ba 115, de 4\/09\/2014, que veicula os primeiros itens da regulamenta\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei Complementar n\u00ba 147\/14, estabeleceu que s\u00e3o tributadas com base no Anexo III as receitas decorrentes da comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial. S\u00e3o tributadas com base no Anexo I as receitas auferidas nos demais casos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a Resolu\u00e7\u00e3o CGSN\u202fn\u00ba\u202f140,\u202fde\u202f22 de maio de 2018, norma complementar que regulamenta a Lei Complementar n\u00ba 123\/06, estabelece, no \u00a72\u00ba do art. 25 que:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais produzidos por manipula\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas ser\u00e1 tributada: (Lei Complementar n\u00ba 123, de 2006, art. 18, \u00a7 4\u00ba, inciso VII)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; na forma prevista no Anexo III, quando sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial; ou&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; na forma prevista no Anexo I, nos demais casos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Posto isto, com base no argumentos retro expostos, conclui que as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o dever\u00e3o, a partir de 08 de agosto de 2.104, tributar, com base no Anexo III, as receitas decorrentes da comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial e, tributar, com base no Anexo I, as receitas auferidas nos demais casos (comercializa\u00e7\u00e3o de produtos de prateleira).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EXEMPLO:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Atividade: Farm\u00e1cia de Manipula\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Receita Bruta dos \u00faltimos 12 meses: R$1.500.000,00&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Receita Bruta do ano calend\u00e1rio: R$1.500.000,00&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Receita Bruta do M\u00eas: R$100.000,00 (vendas de produtos manipulados) e R$50.000,00 (vendas de produtos de prateleira)&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>ANEXO III:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/entreagora.com.br\/teste\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/image-25-1024x134.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-638\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00edquota Efetiva (III): ((<\/strong>R$1.500.000,00 x 16%) &#8211; R$35.640,00)\/R$1.500.000,00 = <strong>13,62%<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Simples Nacional sobre Venda de Produtos Manipulados: R$100.000,00 x 13,62% = R$13.620,00<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ANEXO I: COM\u00c9RCIO<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/entreagora.com.br\/teste\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/image-26-1024x131.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-639\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00edquota Efetiva (I): ((<\/strong>R$1.500.000,00 x 10,7%)- R$22.500,00)\/ R$1.500.000,00 = 9,20%&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Simples Nacional sobre Venda de Produtos de Prateleira: R$50.000,00 x 9,20% = R$4.600,00<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00c1LCULO DO SIMPLES NACIONAL DA FARM\u00c1CIA DE MANIPULA\u00c7\u00c3O:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vendas de Produtos Manipulados = 13,62% = R$13.620,00&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vendas de Produtos de Prateleira = 9,20% = R$4.600,00&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VALOR A PAGAR DE SIMPLES NACIONAL<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SIMPLES NACIONAL = R$13.620,00 + R$4.600,00 = R$18.220,00&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PERCENTUAL DA RECEITA = R$18.220,00\/R$150.000,00 = 12,15%<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, com base no exemplo acima, as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, optantes pelo Simples Nacional, que auferirem receitas no valor de R$150.000,00, conforme base de dados retro mencionado, pagar\u00e1 de simples nacional o valor de R$18.220,00, o que equivale a 12,15% do faturamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Importante mencionar que, as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tiverem cumprindo esta regra, poder\u00e3o ser autuadas pelos Munic\u00edpios, que poder\u00e3o cobrar ISSQN de at\u00e9 5%, bem como encargos morat\u00f3rios e multas isoladas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Reduza Tributos \u00e9 formada por advogados tributaristas, contadores, consultores e administradores que&nbsp;s\u00e3o especialistas na legisla\u00e7\u00e3o que regulamenta o Simples Nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quer conhecer um pouco mais sobre a Reduza Tributos?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Preencha abaixo seus dados que nossos consultores entrar\u00e3o em contato para agendar uma apresenta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Simples Nacional \u00e9 um regime tribut\u00e1rio diferenciado, simplificado e favorecido previsto na Lei Complementar n\u00ba 123\/06 e regulamentado pela Resolu\u00e7\u00e3o CGSN n\u00ba 140\/18.&nbsp; O valor devido mensalmente pelas empresas optantes pelo Simples Nacional ser\u00e1 determinado mediante aplica\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas efetivas, conforme expliquei no artigo \u201cComo deve ser a apura\u00e7\u00e3o do Simples Nacional\u201d aplicada sobre a base de c\u00e1lculo que abordei no artigo \u201cQual \u00e9 a Base de C\u00e1lculo para fins de Incid\u00eancia do Simples Nacional?\u201d.&nbsp; No presente artigo ser\u00e1 demonstrado aos empres\u00e1rios que exercem a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\/com\u00e9rcio de farm\u00e1cia de manipula\u00e7\u00e3o, como dever\u00e1 ser a tributa\u00e7\u00e3o das receitas de decorrentes de vendas de produtos manipulados, a partir de 08 de agosto de 2.014.&nbsp; A Lei Complementar n\u00ba 147, publicada no dia 08 de agosto de 2014, alterou, de forma significativa, a tributa\u00e7\u00e3o do Simples Nacional para farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o.&nbsp; Portanto, as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, a partir de 08 de agosto de 2014, deveriam segregar as suas receitas para oferecimento \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo Simples Nacional.&nbsp; A Lei Complementar n\u00ba 123\/2006, que regulamenta o Simples Nacional, estabelecia, antes da altera\u00e7\u00e3o promovida pela Lei Complementar n\u00ba 147\/14, que as receitas das farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, optantes pelo regime do Simples Nacional, deveriam ser tributadas na forma do Anexo I, ou seja, com venda de mercadorias (com\u00e9rcio).&nbsp; Os Entes Municipais, insatisfeitos com esta determina\u00e7\u00e3o, questionavam o n\u00e3o recolhimento do imposto sobre servi\u00e7os (&#8220;ISS&#8221;) pelas farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, visto que, segundo entendimento deles, as atividades inerentes \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas estariam enquadradas como servi\u00e7os farmac\u00eauticos e, portanto, sujeitas ao ISS, nos moldes do artigo 1\u00ba da LC n\u00ba 116\/2003 (Lei do ISS) c\/c o item 4.07 da lista de servi\u00e7os anexa desta lei.&nbsp; A Receita Federal do Brasil, diante destes questionamentos, por meio do Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo n\u00ba 7\/2006, esclareceu que as atividades das farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o n\u00e3o configuram presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e sim comercializa\u00e7\u00e3o de produtos.&nbsp; Nessa mesma linha, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Disit 02 n\u00ba 17\/2013 reiterou que a atividade de farm\u00e1cia de manipula\u00e7\u00e3o se amolda \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo Anexo I da LC n\u00ba 123\/2006, uma vez que:&nbsp; &nbsp;&#8220;as atividades desse segmento econ\u00f4mico envolvem, muitas vezes, n\u00e3o s\u00f3 a manipula\u00e7\u00e3o de medicamentos com base em receitu\u00e1rio trazido ao estabelecimento pelo cliente, que recebe, ao final, o produto espec\u00edfico por ele solicitado, mas tamb\u00e9m a venda de medicamentos em moldes semelhantes \u00e0s drogarias (com\u00e9rcio de produtos pr\u00e9-fabricados)&#8221;.&nbsp; Ainda, neste mesmo sentido, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 93\/2014 da Coordena\u00e7\u00e3o Geral de Tributa\u00e7\u00e3o da Receita Federal do Brasil concluiu que as receitas das farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o (CNAE 4771-7\/02) deveriam ser tributadas integralmente na forma do Anexo I da LC n\u00ba 123\/2006.&nbsp; Ocorre que, com a publica\u00e7\u00e3o da LC n\u00ba 147\/2014, o artigo 18, \u00a7 4\u00ba, inciso VII, al\u00edneas &#8220;a&#8221; e &#8220;b&#8221;, da Lei Complementar n\u00ba 123\/2006, passou a prever que as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o dever\u00e3o segregar as suas receitas.&nbsp; Vejamos:&nbsp; art. 18&nbsp; (&#8230;)&nbsp; \u00a74\u00ba (&#8230;)&nbsp; VII\u202f-\u202fcomercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais produzidos por manipula\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas:&nbsp; a)\u202fsob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial, que ser\u00e3o tributadas na forma do Anexo III desta Lei Complementar;&nbsp; b)\u202fnos demais casos, quando ser\u00e3o tributadas na forma do Anexo I desta Lei Complementar.&nbsp; Em complemento, a Resolu\u00e7\u00e3o CGSN n\u00ba 115, de 4\/09\/2014, que veicula os primeiros itens da regulamenta\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei Complementar n\u00ba 147\/14, estabeleceu que s\u00e3o tributadas com base no Anexo III as receitas decorrentes da comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial. S\u00e3o tributadas com base no Anexo I as receitas auferidas nos demais casos.&nbsp; Por fim, a Resolu\u00e7\u00e3o CGSN\u202fn\u00ba\u202f140,\u202fde\u202f22 de maio de 2018, norma complementar que regulamenta a Lei Complementar n\u00ba 123\/06, estabelece, no \u00a72\u00ba do art. 25 que:&nbsp; &nbsp;A comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais produzidos por manipula\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas ser\u00e1 tributada: (Lei Complementar n\u00ba 123, de 2006, art. 18, \u00a7 4\u00ba, inciso VII)&nbsp; I &#8211; na forma prevista no Anexo III, quando sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial; ou&nbsp; II &#8211; na forma prevista no Anexo I, nos demais casos.&nbsp; Posto isto, com base no argumentos retro expostos, conclui que as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o dever\u00e3o, a partir de 08 de agosto de 2.104, tributar, com base no Anexo III, as receitas decorrentes da comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial e, tributar, com base no Anexo I, as receitas auferidas nos demais casos (comercializa\u00e7\u00e3o de produtos de prateleira).&nbsp; EXEMPLO:&nbsp; ANEXO III:&nbsp; Al\u00edquota Efetiva (III): ((R$1.500.000,00 x 16%) &#8211; R$35.640,00)\/R$1.500.000,00 = 13,62%&nbsp; Simples Nacional sobre Venda de Produtos Manipulados: R$100.000,00 x 13,62% = R$13.620,00&nbsp; ANEXO I: COM\u00c9RCIO&nbsp; Al\u00edquota Efetiva (I): ((R$1.500.000,00 x 10,7%)- R$22.500,00)\/ R$1.500.000,00 = 9,20%&nbsp; Simples Nacional sobre Venda de Produtos de Prateleira: R$50.000,00 x 9,20% = R$4.600,00&nbsp; C\u00c1LCULO DO SIMPLES NACIONAL DA FARM\u00c1CIA DE MANIPULA\u00c7\u00c3O:&nbsp; Vendas de Produtos Manipulados = 13,62% = R$13.620,00&nbsp; Vendas de Produtos de Prateleira = 9,20% = R$4.600,00&nbsp; VALOR A PAGAR DE SIMPLES NACIONAL&nbsp; SIMPLES NACIONAL = R$13.620,00 + R$4.600,00 = R$18.220,00&nbsp;&nbsp; PERCENTUAL DA RECEITA = R$18.220,00\/R$150.000,00 = 12,15%&nbsp; Portanto, com base no exemplo acima, as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, optantes pelo Simples Nacional, que auferirem receitas no valor de R$150.000,00, conforme base de dados retro mencionado, pagar\u00e1 de simples nacional o valor de R$18.220,00, o que equivale a 12,15% do faturamento.&nbsp; Importante mencionar que, as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tiverem cumprindo esta regra, poder\u00e3o ser autuadas pelos Munic\u00edpios, que poder\u00e3o cobrar ISSQN de at\u00e9 5%, bem como encargos morat\u00f3rios e multas isoladas.&nbsp; A Reduza Tributos \u00e9 formada por advogados tributaristas, contadores, consultores e administradores que&nbsp;s\u00e3o especialistas na legisla\u00e7\u00e3o que regulamenta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":439,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"postBodyCss":"","postBodyMargin":[],"postBodyPadding":[],"postBodyBackground":{"backgroundType":"classic","gradient":""},"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-630","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-simples"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>COMO DEVER\u00c3O SER TRIBUTADAS AS FARM\u00c1CIAS DE MANIPUL\u00c7\u00c3O PELO SIMPLES NACIONAL? - Reduza Tributos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/reduzatributos.com.br\/?p=630\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"COMO DEVER\u00c3O SER TRIBUTADAS AS FARM\u00c1CIAS DE MANIPUL\u00c7\u00c3O PELO SIMPLES NACIONAL? - Reduza Tributos\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O Simples Nacional \u00e9 um regime tribut\u00e1rio diferenciado, simplificado e favorecido previsto na Lei Complementar n\u00ba 123\/06 e regulamentado pela Resolu\u00e7\u00e3o CGSN n\u00ba 140\/18.&nbsp; O valor devido mensalmente pelas empresas optantes pelo Simples Nacional ser\u00e1 determinado mediante aplica\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas efetivas, conforme expliquei no artigo \u201cComo deve ser a apura\u00e7\u00e3o do Simples Nacional\u201d aplicada sobre a base de c\u00e1lculo que abordei no artigo \u201cQual \u00e9 a Base de C\u00e1lculo para fins de Incid\u00eancia do Simples Nacional?\u201d.&nbsp; No presente artigo ser\u00e1 demonstrado aos empres\u00e1rios que exercem a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\/com\u00e9rcio de farm\u00e1cia de manipula\u00e7\u00e3o, como dever\u00e1 ser a tributa\u00e7\u00e3o das receitas de decorrentes de vendas de produtos manipulados, a partir de 08 de agosto de 2.014.&nbsp; A Lei Complementar n\u00ba 147, publicada no dia 08 de agosto de 2014, alterou, de forma significativa, a tributa\u00e7\u00e3o do Simples Nacional para farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o.&nbsp; Portanto, as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, a partir de 08 de agosto de 2014, deveriam segregar as suas receitas para oferecimento \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo Simples Nacional.&nbsp; A Lei Complementar n\u00ba 123\/2006, que regulamenta o Simples Nacional, estabelecia, antes da altera\u00e7\u00e3o promovida pela Lei Complementar n\u00ba 147\/14, que as receitas das farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, optantes pelo regime do Simples Nacional, deveriam ser tributadas na forma do Anexo I, ou seja, com venda de mercadorias (com\u00e9rcio).&nbsp; Os Entes Municipais, insatisfeitos com esta determina\u00e7\u00e3o, questionavam o n\u00e3o recolhimento do imposto sobre servi\u00e7os (&#8220;ISS&#8221;) pelas farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, visto que, segundo entendimento deles, as atividades inerentes \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas estariam enquadradas como servi\u00e7os farmac\u00eauticos e, portanto, sujeitas ao ISS, nos moldes do artigo 1\u00ba da LC n\u00ba 116\/2003 (Lei do ISS) c\/c o item 4.07 da lista de servi\u00e7os anexa desta lei.&nbsp; A Receita Federal do Brasil, diante destes questionamentos, por meio do Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo n\u00ba 7\/2006, esclareceu que as atividades das farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o n\u00e3o configuram presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e sim comercializa\u00e7\u00e3o de produtos.&nbsp; Nessa mesma linha, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Disit 02 n\u00ba 17\/2013 reiterou que a atividade de farm\u00e1cia de manipula\u00e7\u00e3o se amolda \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo Anexo I da LC n\u00ba 123\/2006, uma vez que:&nbsp; &nbsp;&#8220;as atividades desse segmento econ\u00f4mico envolvem, muitas vezes, n\u00e3o s\u00f3 a manipula\u00e7\u00e3o de medicamentos com base em receitu\u00e1rio trazido ao estabelecimento pelo cliente, que recebe, ao final, o produto espec\u00edfico por ele solicitado, mas tamb\u00e9m a venda de medicamentos em moldes semelhantes \u00e0s drogarias (com\u00e9rcio de produtos pr\u00e9-fabricados)&#8221;.&nbsp; Ainda, neste mesmo sentido, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 93\/2014 da Coordena\u00e7\u00e3o Geral de Tributa\u00e7\u00e3o da Receita Federal do Brasil concluiu que as receitas das farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o (CNAE 4771-7\/02) deveriam ser tributadas integralmente na forma do Anexo I da LC n\u00ba 123\/2006.&nbsp; Ocorre que, com a publica\u00e7\u00e3o da LC n\u00ba 147\/2014, o artigo 18, \u00a7 4\u00ba, inciso VII, al\u00edneas &#8220;a&#8221; e &#8220;b&#8221;, da Lei Complementar n\u00ba 123\/2006, passou a prever que as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o dever\u00e3o segregar as suas receitas.&nbsp; Vejamos:&nbsp; art. 18&nbsp; (&#8230;)&nbsp; \u00a74\u00ba (&#8230;)&nbsp; VII\u202f-\u202fcomercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais produzidos por manipula\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas:&nbsp; a)\u202fsob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial, que ser\u00e3o tributadas na forma do Anexo III desta Lei Complementar;&nbsp; b)\u202fnos demais casos, quando ser\u00e3o tributadas na forma do Anexo I desta Lei Complementar.&nbsp; Em complemento, a Resolu\u00e7\u00e3o CGSN n\u00ba 115, de 4\/09\/2014, que veicula os primeiros itens da regulamenta\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei Complementar n\u00ba 147\/14, estabeleceu que s\u00e3o tributadas com base no Anexo III as receitas decorrentes da comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial. S\u00e3o tributadas com base no Anexo I as receitas auferidas nos demais casos.&nbsp; Por fim, a Resolu\u00e7\u00e3o CGSN\u202fn\u00ba\u202f140,\u202fde\u202f22 de maio de 2018, norma complementar que regulamenta a Lei Complementar n\u00ba 123\/06, estabelece, no \u00a72\u00ba do art. 25 que:&nbsp; &nbsp;A comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais produzidos por manipula\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas ser\u00e1 tributada: (Lei Complementar n\u00ba 123, de 2006, art. 18, \u00a7 4\u00ba, inciso VII)&nbsp; I &#8211; na forma prevista no Anexo III, quando sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial; ou&nbsp; II &#8211; na forma prevista no Anexo I, nos demais casos.&nbsp; Posto isto, com base no argumentos retro expostos, conclui que as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o dever\u00e3o, a partir de 08 de agosto de 2.104, tributar, com base no Anexo III, as receitas decorrentes da comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial e, tributar, com base no Anexo I, as receitas auferidas nos demais casos (comercializa\u00e7\u00e3o de produtos de prateleira).&nbsp; EXEMPLO:&nbsp; ANEXO III:&nbsp; Al\u00edquota Efetiva (III): ((R$1.500.000,00 x 16%) &#8211; R$35.640,00)\/R$1.500.000,00 = 13,62%&nbsp; Simples Nacional sobre Venda de Produtos Manipulados: R$100.000,00 x 13,62% = R$13.620,00&nbsp; ANEXO I: COM\u00c9RCIO&nbsp; Al\u00edquota Efetiva (I): ((R$1.500.000,00 x 10,7%)- R$22.500,00)\/ R$1.500.000,00 = 9,20%&nbsp; Simples Nacional sobre Venda de Produtos de 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do Simples Nacional?\u201d.&nbsp; No presente artigo ser\u00e1 demonstrado aos empres\u00e1rios que exercem a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\/com\u00e9rcio de farm\u00e1cia de manipula\u00e7\u00e3o, como dever\u00e1 ser a tributa\u00e7\u00e3o das receitas de decorrentes de vendas de produtos manipulados, a partir de 08 de agosto de 2.014.&nbsp; A Lei Complementar n\u00ba 147, publicada no dia 08 de agosto de 2014, alterou, de forma significativa, a tributa\u00e7\u00e3o do Simples Nacional para farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o.&nbsp; Portanto, as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, a partir de 08 de agosto de 2014, deveriam segregar as suas receitas para oferecimento \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo Simples Nacional.&nbsp; A Lei Complementar n\u00ba 123\/2006, que regulamenta o Simples Nacional, estabelecia, antes da altera\u00e7\u00e3o promovida pela Lei Complementar n\u00ba 147\/14, que as receitas das farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, optantes pelo regime do Simples Nacional, deveriam ser tributadas na forma do Anexo I, ou seja, com venda de mercadorias (com\u00e9rcio).&nbsp; Os Entes Municipais, insatisfeitos com esta determina\u00e7\u00e3o, questionavam o n\u00e3o recolhimento do imposto sobre servi\u00e7os (&#8220;ISS&#8221;) pelas farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, visto que, segundo entendimento deles, as atividades inerentes \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas estariam enquadradas como servi\u00e7os farmac\u00eauticos e, portanto, sujeitas ao ISS, nos moldes do artigo 1\u00ba da LC n\u00ba 116\/2003 (Lei do ISS) c\/c o item 4.07 da lista de servi\u00e7os anexa desta lei.&nbsp; A Receita Federal do Brasil, diante destes questionamentos, por meio do Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo n\u00ba 7\/2006, esclareceu que as atividades das farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o n\u00e3o configuram presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e sim comercializa\u00e7\u00e3o de produtos.&nbsp; Nessa mesma linha, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Disit 02 n\u00ba 17\/2013 reiterou que a atividade de farm\u00e1cia de manipula\u00e7\u00e3o se amolda \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo Anexo I da LC n\u00ba 123\/2006, uma vez que:&nbsp; &nbsp;&#8220;as atividades desse segmento econ\u00f4mico envolvem, muitas vezes, n\u00e3o s\u00f3 a manipula\u00e7\u00e3o de medicamentos com base em receitu\u00e1rio trazido ao estabelecimento pelo cliente, que recebe, ao final, o produto espec\u00edfico por ele solicitado, mas tamb\u00e9m a venda de medicamentos em moldes semelhantes \u00e0s drogarias (com\u00e9rcio de produtos pr\u00e9-fabricados)&#8221;.&nbsp; Ainda, neste mesmo sentido, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 93\/2014 da Coordena\u00e7\u00e3o Geral de Tributa\u00e7\u00e3o da Receita Federal do Brasil concluiu que as receitas das farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o (CNAE 4771-7\/02) deveriam ser tributadas integralmente na forma do Anexo I da LC n\u00ba 123\/2006.&nbsp; Ocorre que, com a publica\u00e7\u00e3o da LC n\u00ba 147\/2014, o artigo 18, \u00a7 4\u00ba, inciso VII, al\u00edneas &#8220;a&#8221; e &#8220;b&#8221;, da Lei Complementar n\u00ba 123\/2006, passou a prever que as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o dever\u00e3o segregar as suas receitas.&nbsp; Vejamos:&nbsp; art. 18&nbsp; (&#8230;)&nbsp; \u00a74\u00ba (&#8230;)&nbsp; VII\u202f-\u202fcomercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais produzidos por manipula\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas:&nbsp; a)\u202fsob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial, que ser\u00e3o tributadas na forma do Anexo III desta Lei Complementar;&nbsp; b)\u202fnos demais casos, quando ser\u00e3o tributadas na forma do Anexo I desta Lei Complementar.&nbsp; Em complemento, a Resolu\u00e7\u00e3o CGSN n\u00ba 115, de 4\/09\/2014, que veicula os primeiros itens da regulamenta\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei Complementar n\u00ba 147\/14, estabeleceu que s\u00e3o tributadas com base no Anexo III as receitas decorrentes da comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial. S\u00e3o tributadas com base no Anexo I as receitas auferidas nos demais casos.&nbsp; Por fim, a Resolu\u00e7\u00e3o CGSN\u202fn\u00ba\u202f140,\u202fde\u202f22 de maio de 2018, norma complementar que regulamenta a Lei Complementar n\u00ba 123\/06, estabelece, no \u00a72\u00ba do art. 25 que:&nbsp; &nbsp;A comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais produzidos por manipula\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas ser\u00e1 tributada: (Lei Complementar n\u00ba 123, de 2006, art. 18, \u00a7 4\u00ba, inciso VII)&nbsp; I &#8211; na forma prevista no Anexo III, quando sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial; ou&nbsp; II &#8211; na forma prevista no Anexo I, nos demais casos.&nbsp; Posto isto, com base no argumentos retro expostos, conclui que as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o dever\u00e3o, a partir de 08 de agosto de 2.104, tributar, com base no Anexo III, as receitas decorrentes da comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos magistrais sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em car\u00e1ter pessoal, mediante prescri\u00e7\u00f5es de profissionais habilitados ou indica\u00e7\u00e3o pelo farmac\u00eautico, produzidos no pr\u00f3prio estabelecimento ap\u00f3s o atendimento inicial e, tributar, com base no Anexo I, as receitas auferidas nos demais casos (comercializa\u00e7\u00e3o de produtos de prateleira).&nbsp; EXEMPLO:&nbsp; ANEXO III:&nbsp; Al\u00edquota Efetiva (III): ((R$1.500.000,00 x 16%) &#8211; R$35.640,00)\/R$1.500.000,00 = 13,62%&nbsp; Simples Nacional sobre Venda de Produtos Manipulados: R$100.000,00 x 13,62% = R$13.620,00&nbsp; ANEXO I: COM\u00c9RCIO&nbsp; Al\u00edquota Efetiva (I): ((R$1.500.000,00 x 10,7%)- R$22.500,00)\/ R$1.500.000,00 = 9,20%&nbsp; Simples Nacional sobre Venda de Produtos de Prateleira: R$50.000,00 x 9,20% = R$4.600,00&nbsp; C\u00c1LCULO DO SIMPLES NACIONAL DA FARM\u00c1CIA DE MANIPULA\u00c7\u00c3O:&nbsp; Vendas de Produtos Manipulados = 13,62% = R$13.620,00&nbsp; Vendas de Produtos de Prateleira = 9,20% = R$4.600,00&nbsp; VALOR A PAGAR DE SIMPLES NACIONAL&nbsp; SIMPLES NACIONAL = R$13.620,00 + R$4.600,00 = R$18.220,00&nbsp;&nbsp; PERCENTUAL DA RECEITA = R$18.220,00\/R$150.000,00 = 12,15%&nbsp; Portanto, com base no exemplo acima, as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o, optantes pelo Simples Nacional, que auferirem receitas no valor de R$150.000,00, conforme base de dados retro mencionado, pagar\u00e1 de simples nacional o valor de R$18.220,00, o que equivale a 12,15% do faturamento.&nbsp; Importante mencionar que, as farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tiverem cumprindo esta regra, poder\u00e3o ser autuadas pelos Munic\u00edpios, que poder\u00e3o cobrar ISSQN de at\u00e9 5%, bem como encargos morat\u00f3rios e multas isoladas.&nbsp; A Reduza Tributos \u00e9 formada por advogados tributaristas, contadores, consultores e administradores que&nbsp;s\u00e3o especialistas na legisla\u00e7\u00e3o que regulamenta","og_url":"https:\/\/reduzatributos.com.br\/?p=630","og_site_name":"Reduza Tributos","article_published_time":"2023-03-04T00:06:53+00:00","og_image":[{"width":968,"height":649,"url":"https:\/\/reduzatributos.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/10203059.png","type":"image\/png"}],"author":"Diego Garcia","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Diego Garcia","Est. tempo de leitura":"6 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/reduzatributos.com.br\/?p=630#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/reduzatributos.com.br\/?p=630"},"author":{"name":"Diego Garcia","@id":"https:\/\/reduzatributos.com.br\/#\/schema\/person\/583ce242ef7c25cf4f2b168272fa0d5b"},"headline":"COMO DEVER\u00c3O SER TRIBUTADAS AS FARM\u00c1CIAS DE MANIPUL\u00c7\u00c3O PELO SIMPLES NACIONAL?","datePublished":"2023-03-04T00:06:53+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/reduzatributos.com.br\/?p=630"},"wordCount":1192,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/reduzatributos.com.br\/?p=630#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/reduzatributos.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/10203059.png","articleSection":["Simples"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/reduzatributos.com.br\/?p=630#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/reduzatributos.com.br\/?p=630","url":"https:\/\/reduzatributos.com.br\/?p=630","name":"COMO DEVER\u00c3O SER TRIBUTADAS AS FARM\u00c1CIAS DE MANIPUL\u00c7\u00c3O PELO SIMPLES NACIONAL? 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